18 de Abril, 2009
Porto-rio
Texto: Daniel Costa
Fotografias: Iolanda Coelho
É notório por parte da promotora Yellow Stripe um crescimento acentuado, comprovado por um reconhecimento cada vez mais crescente por parte dos fãs de Drum’n’bass.
Provavelmente, esta foi a festa mais esperada deste ano para os amantes do drum'n'bass mais pesado. O 2º Aniversário das THERAPY SESSIONS em Portugal contou com oito horas de "terapia". Com um Special set de duas horas de Panacea, um nome bastante reconhecido no seio do Drum’n’bass e adorado por muitos dos drummers portugueses; assim como outro Special set de duas horas de Cooh, que a última vez em que esteve presente em Portugal deixou os drummers ansiosos pelo seu regresso; e ainda a estreia de Donny, fez com que se despoletasse entre os ravers uma ansiedade pela chegada do dia da festa. Esta contou ainda com a presença dos portugueses C-Netik e Blast no porão; e ainda com Trap, Dogz United, D. Kaos, BSA e Skud no neuro/ teck room.
"Se na festa Creatures Of Habit a ponte estremeceu, era desta que a ponte vinha abaixo" esta era a metáfora para descrever a quantidade de pessoas que se esperava que marcassem presença na festa.
Na quarta-feira, dia 15, os bilhetes pré-venda já se encontravam esgotados na Louie louie. Os drummers encontravam-se um pouco preocupados quanto ao espaço, que é relativamente pequeno para a esperada adesão nesta Therapy sessions mas, no entanto, um dos espaços favoritos para as mesmas pelo ambiente que cria.
Antes da festa comentavam-se a Therapy sessions de Lisboa, que ocorreu no dia anterior. Nesta, Cooh faltou e foi substituÃdo por Vengeanze. No entanto, os comentários sobre a festa na capital eram muito positivos e salientava-se o facto de ter terminado por volta das 09h30, o que contribuiu para um grande contentamento.
No Porto-rio, à meia-noite já se encontravam ravers à porta para comprar os seus bilhetes. Por volta das 00h30 já estava a fila dividida - uma parte desde a entrada até ao inÃcio da ponte, e outra depois da ponte - isto para não correrem o risco de repetir o sucedido da Creaturs of Habit, em que a ponte não aguentou com tanto peso e estalou. No porão, já se ouvia o b2b de C-Netik com Blast. Estes dois portugueses são bastante reconhecidos entre os drummers e já "aqueciam a casa" com um b2b muito energético. O primeiro internacional a mostrar o seu talento foi Donny que, se por um lado surpreendeu alguns fãs de Drum’n’bass, outros esperavam mais da sua actuação. Das 4h30 à s 6h30 foi a vez de Panacea que, como sempre não deixou os ravers desapontados, com as 2h do seu estilo hardcore e uma postura única. Para finalizar a festa tivemos Cooh, com um set bastante "pesado", misturando uns sons de artistas como Coal Chamber e System of a Down. Estes dois últimos internacionais propiciaram a formação de pequenos moshes nas linhas da frente. É engraçado destacar o facto de que a rede da cabine do Dj, depois da actuação de Panacea, já quase não existia.
Skud foi o primeiro a tocar na Smoking área, seguindo-se D. Kaos, BSA, Trap e por fim Dogz United. Esta área contou também com sets "cheios de garra".
No final, os comentários eram unânimes: o som, tanto numa área como na outra, foi digno de uma Therapy sessions, o que agradou bastante aos drummers; o espaço encontrava-se repleto, igualmente nas duas áreas, sendo que nas linhas da frente o calor era mesmo abrasador, e chegou mesmo a cair pingas de suor do tecto das casas de banho. Contudo, os comentários que se ouviam eram bastante positivos e que demonstravam grande satisfação.




