Ja n sei onde para esse topico mas lembro-me de haver ai uma thread em q o pessoal tinha dito q era fixe mostrar como cada um produz. Fica aqui uma posta detalhada de como normalmente fazemos as nossas malhas. Se tiverem tempo metam prai como fazem as vossas batidas, acho que ficamos todos a ganhar
Sofware:
- Cubase SX 3 + Plugins
Hardware:
- Access Virus C
- M-Audio Firewire 410
- Yamaha HS-50
- Edirol PCR-30
Beats
Sons
Usamos "one-shots" de bancos de sons como o Vengeance Club Sounds, Vengeance Essential House, Zero G HipHop e um monte de outros que fomos coleccionando ao longo do tempo.
Samplamos breaks, desde os mais usados como o amen e apache e esses que encontram facilmente na net ate discos de hiphop que temos por aqui ao monte ou cenas de funk e rock antigas, praticamente tudo.
Metodo
Fazemos os beats todos em audio em pistas no Cubase.
Kick - Experimentamos muito a tentar encontrar uma maneira de por o kick a soar bem e a "cortar" a mix para se sentir e (ate agora) a maneira que encontramos para conseguir este efeito e' equalizarmos de maneira a por o kick a dominar por volta dos 100hz (as vezes usamos um eq boost de 3db nesta regiao).
Fazemos hipass ao kick por volta dos 60 Hz.
Normalmente so usamos um kick (nao fazemos layering de kicks).
As vezes usamos o Oxford Transient Modulator para modular o ataque.
Snare - Usamos normalmente mais do que uma snare, as vezes duas snares e uma clap ou ate tres snares. Usamos uma snare mais grave e seca e metemos um lowpass por volta dos 500Hz e um hipass por volta dos 100-130Hz. Da mesma maneira que o kick pomos esta snare a estalar por volta dos 200-250Hz as vezes tambem com um eq boost de +/- 3db.
A snare mais media leva um hipass por volta dos 500hz para so ficar o "crisp" do som, normalmente usamos o Ozone nesta snare so com o Stereo Imaging nas duas bandas mais agudas para dar um bocado de wideness a snare. A terceira snare/clap e' opcional mas as vezes e' mais para reforcar alguma frequencia que parece faltar.
Usamos tambem o Oxford Transient Modulator para modular o ataque.
Hats - Nao fazemos muito com os "oneshot" hats sinceramente, metemos um hipass ate comecarmos a notar que algo se esta a perder e paramos por ai.
Shakers - As vezes usamos shakers dos bancos de som, normalmente shakers de house que esticamos a 175 para baterem no tempo, e exactamente a mesma coisa que os hats, hipass ate notarmos que estamos a perder alguma coisa e muitas vezes um Ozone com Stereo Imaging para mete-los mesmo wide.
Breaks - Usamos bastante o amen e os classicos do drum'n'bass. Sempre completamente hi-passed dependendo da quantidade do caracter do break que queremos dar a batida. Normalmente fazemos um hipass severo so para ficar com aquele "shhhhhhhhh" la atras.
No final criamos um canal de grupo no Cubase e mandamos todas as tracks do beat para esse grupo. Usamos o Inspector XL no Insert do grupo para analisar o espectro de frequencias e ver onde estamos a abusar e onde estamos a perder e vamos equalizando individualmente um bocado por ai.
Depois de tudo equalizado, normalmente usamos o Multiband Compressor no Insert do grupo que e' nativo do Cubase e usamos variacoes de um preset que criamos derivado do preset "Drumset". O preset "Drumset" e' completamente exagerado e quase que estoura as colunas mas usamos isso como uma base e puxamos os make up gains todos pra baixo, essencialmente quase nao comprime nada no final - so limita. No entanto uma das coisas a que soa e' que a batida de repente parece realmente uma batida e nao um conjunto de cenas individuais.
As vezes criamos uma FX track com um reverb (e as vezes um delay minimo) e um Hipass brutalissimo prai aos 8000hz no fim dos Inserts e fazemos um send da batida para essa Fx track so para dar um bocado de "ar" - as vezes tb pomos isto em Wide Stereo com o Ozone.
Synth
Sons
Raramente usamos samples de synths, em vez disso tiramos praticamente tudo do Virus. Tambem usamos o Z3ta+, B4 (para orgaos) e Albino 3.
Metodo
Se for do Virus normalmente passamos horas a procura de um som fixe (seja um reece, um blip ou o que for), gravamos o Midi para o Cubase e dps gravamos a automacao por cima ou desenhamos. Quando estamos satisfeitos com o resultado gravamos directamente do Virus para uma pista de audio a 44khz, 16bits.
Uma vez com a pista de audio normalmente fazemos duas ou tres copias da mesma pista para criar diferentes layers. Na layer mais grave (+/- dos 300 para baixo) fazemos um resample em mono, se bem que comecamos a deixar de fazer isto pois soa mto melhor em stereo e infelizmente nao cortamos assim tanto vinil quanto isso. Na layer do meio (+/- entre os 300 e os 1500) usamos um Ozone para dar stereo imaging e as vezes um plugin chamado CamelPhat que e' essencialmente um filtro muito fixe com presets altamente de distorcao e modulacao ritmica. Na layer de cima metemos um reverb..
No final juntamos as tres pistas num grupo e as vezes usamos o Neodynium que e' um compressor so para dar um bocado de power.
Bass
Sons
Os sons para o bass usamos religiosamente do Virus. Normalmente usamos uma sine-wave pura para o sub-bass e depois vamos vagueando pelos presets ou tentar criar um som nosso a partir de um preset para a layer mais acima.
Metodo
Como os synths, quando estamos contentes com o som gravamos do Virus para uma pista (directamente em Mono). Fazemos hi-pass ao baixo por volta dos 80Hz (e normalmente low-pass a volta dos 300-400hz) e as vezes usamos o Antares Tube para dar um bocadinho de distorcao. Para o sub gravamos a sinewave com as mesmas notas que o outro bass tambem em mono e as vezes usamos o Waves RBass o que as vezes funciona outras vezes nem tanto. No final mandamos estas duas pistas para um grupo Mono, e as vezes usamos o Otium Fx Compadre para fazer compressao paralela com o kick ou entao so usamos um limitador no baixo e fazemos hi-pass na batida ate aos 90-100hz para nao interferir com o sub.
Samples
Sons
Aqui vai praticamente de tudo, samplamos muito funk e jazz antigo, orquestras de fantasia, cenas da Disney, hardcore nova-iorquino, vai de tudo.
Metodo
Basicamente depois de importarmos ou termos o audio no cubase cortamos loops. A maneira que fazemos isto e' tentar adivinhar o tempo original da malha que estamos a samplar (ou aproximado no caso de cenas que nao foram gravadas com metronomo) com um metronomo a bater por tras. Assim que encontramos o tempo cortamos o loop que queremos. Depois de termos o loop desligamos o quantize do Cubase e cortamos basicamente todas as notas do sample a 1/16 a olhar para o ataque das divisoes. Assim que temos o loop todo cortadinho em pedacos, ligamos os quantize do Cubase e ajustamos os pedacinhos todos para baterem no tempo certo. Para eliminar clicks entre os pedacos as vezes fazemos um micro fade in/fade out em cada um deles. Isto e' um bocado estranho de explicar mas basicamente e' fazer o que o Recycle faz a mao. Isto depois permite brincar com o sample cortar pedacos e mete-los noutro sitio e criar aquelas cenas a Dj Premier por exemplo. As remisturas dos Jazzanova e do Roy Ayers foram feitas assim.
Master
Bem, no final de tudo usamos um Inspector XL no Insert do Master Out do Cubase para ver onde estamos a abusar e onde podiamos dar mais e vamos equalizando as partes individuais desta forma. Nao fazemos equalizacao ou compressao no Master Out.
Agora chegou a parte em que provavelmente nos assassinam mas sim, passamos do 0db no master, as vezes ate aos 4-5db dependendo do que aquilo que os nossos ouvidos nos dizem. Chegamos a conclusao que o Cubase automaticamente limita a 0db quando exporta e que as diferencas entre usar um limiter para meter os niveis a 0db ou deixar clipar sao praticamente nulas e maior parte das vezes ainda piores (na nossa experiencia). Nunca conseguimos um bom resultado a usar cenas no master como o Ozone e os maximisers da Waves e tal, mas la esta, sao mastering tools por isso estou na esperanca que alguem post a seguir para saber como as usam.
Em conversas com pessoal bastante conhecido "da cena" que editam temas e alguns outros maior parte deles riram-se quando eu disse "pah... a cena que mais me come a cabeca e' chegar ao loudness das cenas que andam ai sem clippar". Todos me disseram que passavam do vermelho, inclusive ja me disseram que metiam limiters aos +6db!!! Por isso eu continuo um bocado a toa com esta cena toda do passar ou nao passar do 0 e curtia saber a vossa opiniao e sinceras experiencias.
Pronto, passado uma hora de tar aqui a escrever
Abraco,
HFC crew



