lookskijuolker Escreveu:Pode ser que isto ajude:
Quando estás na fase de COMPOSIÇÃO:
Preocupas-te com a melodia certa, as notas que vais tocar, os instrumentos que vais usar, se o beat entra já ou depois daquela malha, e por aà fora.
Quando estás na fase de MISTURA:
Preocupas-te com a relação entre os sons que tens, se uns ficam mais baixos que outros, se aquele lead fica melhor à esquerda ou à direita, se o espectro de frequências está devidamente ou apropriadamente preenchido, se o kick precisa de mais puch ou de mais corpo, e por aà fora.
Quando estás na fase de MASTERIZAÇÃO:
Preocupas-te com os factores que passam a entrar em jogo devido ao facto de o tema passar ao domÃnio público, ou por outras palavras, factores de contextualização: Se a música vai ser justamente reproduzida em sistemas de som variados, se a música tem volume (aparente) suficiente para que não se apague quando alguém a passa a seguir a um tema de outro produtor, se os vários temas que compõem o teu EP ou album soam coerentes entre si (e não parecem uma mix tape ranhosa), se a música sobrevive a um broadcast em mono (rádios AM e TV), como soa se alguém estiver a ouvir num sistema com as colunas ligadas ao contrário (fase invertida num dos lados) e outras coisas relacionadas com a correcção de problemas resultantes do processo de mistura (embora de forma muito limitada).
Tirando a masterização, as outras fases (e faltam algumas, como a pré-produção, gravação, edição, e outras), nem sempre acontecem por ordem, ou numa ordem em particular. Sobretudo no mundo da criação da música electrónica, onde os papéis de quem compõe, grava, mistura, edita, toca etc, tendencialmente se reunem numa pessoa só. A situação mais comum, é compor-se enquanto se grava, vai-se misturando pelo caminho, gravam-se mais umas coisas, mistura-se mais um pouco, cria-se uma nova malha, mistura-se outra vez, até se chegar à mistura final.
Embora muitos defendam que os processos devem ser rigorasamente separados, em prol da objectividade, rentabilização de tempo e eficácia, o modelo de produção de música electrónica, trás outras vantagens, que, a meu ver, são mais interessantes: os aspectos comerciais ficam diluidos nas intenções artÃsticas bem evidentes.
Ainda assim, defendo que a masterização deve ser feita por alguém que não tenha acompanhado o processo até à mistura final, porque ouvidos frescos, todos sabemos, são sempre bem vindos. (eu masterizo quase tudo o que faço, mas não devia).
E para terminar, sugiro que, para já, concentres as tuas forças em conseguires boas misturas. Já é um objectivo bastante ambicioso.
Espero que ajude.
Abraço.
ya, bom post..ja ajudou bastante.
penso que a minha situação está entre a MISTURA e a MASTERIZAÇÃO..por exemplo, tenho dificuldade em saber as determinadas frequências a q um sub pode/deve chegar, se coloco um wooble por cima o q é q tenho d cortar/acrescentar, o que devo acrescentar/tirar aos kicks e snares..
eu sei, se calhar e mta coisa para ser perguntada apenas num post, mas precisava d uns inputs, pq estou um bocado encravado, por assim dizer, nas malhas que ando a tentar mostrar cá para fora
